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“Chicken Legs”, igualdade e acidente com barra: conheça a mulher que supera Bolt em Mundiais

Ela tem 33 anos e já subiu ao pódio 16 vezes em Mundiais de Atletismo, superando até Usain Bolt, que encerrou a carreira em 2017 com 14 medalhas na principal competição. Nascida em Los Angeles, Allyson Felix estará em ação na edição de Doha, que começa nesta sexta, onde buscará ampliar a sua hegemonia. Apelidada de Chicken Legs (Pernas de Galinha) na infância por conta das suas pernas finas e longas, a americana coleciona histórias marcantes como a briga pública com um patrocinador em 2019 por conta de igualdades salariais com os homens e a lesão um pouco antes da Rio 2016 causada por um acidente com uma barra.

O SporTV transmite o Mundial de Doha ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha tudo em tempo real.

A polêmica entre Allyson e a Nike aconteceu após a gravidez da atleta. Quando retornou às competições em 2018 após dar a luz à filha Camryn, a corredora acusou a empresa de ter reduzido os valores do seu contrato em aproximadamente 70%. A briga da medalhista se estendeu a toda classe esportiva ganhando coro após um artigo publicado pela atleta em maio no jornal The New York Times.

Allyson Felix é uma das principais estrelas do atletismo mundial — Foto: T Marshall/British Athletics

Allyson Felix é uma das principais estrelas do atletismo mundial — Foto: T Marshall/British Athletics

– Nossas vozes são poderosas. Nós atletas sabemos que essas histórias que estão sendo contadas são verdade, mas temos muito medo de dizer publicamente: se tivermos filhos, corremos o risco de nos cortarem (dinheiro) de nossos patrocinadores durante nossa gravidez e depois – disse Allyson Felix.

A americana voltou a competir no final de julho. Por conta do imbróglio, Allyson encerrou o contrato com a Nike, assinando com a desconhecida marca Athleta, que nunca havia patrocinado esportistas de alto rendimento.

Apesar do fim da parceria, a corredora pôde saborear uma vitória em prol da causa feminina. Em agosto, a multicampeã foi às redes sociais divulgar uma carta recebida do vice-presidente de marketing global da empresa, John Slusher, anunciando uma nova política não discriminatória.

– Se a atleta ficar grávida, a Nike não pode aplicar nenhuma redução relacionada ao rendimento (se for o caso) por um período consecutivo de um ano e meio, começando pelos oito meses anteriores à data do parto. Durante esse período, a Nike não pode rescindir nenhum contrato se a atleta não competir pela gravidez – revelou Allyson Felix.

Filha de pastor e início precoce no atletismo

De família cristã protestante, Allyson Felix é filha de um pastor e professor do Novo Testamento em Sun Valley, na Califórnia. Influenciada pelo irmão, campeão americano júnior nos 200m, a americana começou a praticar atletismo na adolescência, conseguindo bons resultados rapidamente.

Em 2003, Allyson recebeu o prêmio de “Atleta do Ano do Ensino Secundário”, dado pela revista especializada em atletismo Track & Field News. Neste mesmo ano, na Cidade do México, ela correu os 200m em 22s11, o mais rápido tempo na história para uma velocista ainda em idade escolar. O feito a tornou um fenômeno, mesmo com a marca não tendo sido validada pelo fato de o evento não ter exame antidoping nos padrões da IAAF (Federação Internacional de Atletismo).

O sucesso meteórico levou a americana a iniciar a sua carreira olímpica aos 18 anos. Em 2004, ela competiu nos Jogos de Atenas, quando conquistou a prata nos 200m. Após a estreia promissora, a corredora amealhou outras oito medalhas olímpicas. Na Rio 2016, Allyson integrou as equipes americanas campeãs nos revezamentos 4x100m e 4x400m. Ela também foi prata nos 400m.

As medalhas no Rio tiveram um sabor de superação para a corredora. No início daquele ano, ela sofreu uma queda durante exercícios numa barra suspensa torcendo o tornozelo direito e rompendo vários ligamentos. A lesão afetou o desempenho de Allyson nos meses seguintes. Por conta do problema, a corredora não conseguiu se classificar na seletiva americana dos 200m.

– Fiquei muito desapontada por não defender meu título nos 200m rasos, mas é parte do esporte, você tem que lidar com isso – disse Allyson antes de competir nos Jogos Olímpicos do Rio.

Em Mundiais de Atletismo, Allyson Felix possui currículo ainda mais vitorioso. Sua estreia foi em Helsinki 2005, quando foi ouro nos 200m. Desde então foram mais 15 pódios em Copas do Mundo, com 11 ouros, três pratas e dois bronzes. Um reinado que pode ser ainda mais ampliado em Doha, já que Allyson compete nos dias nos dias 5 e 6 de outubro no revezamento 4x400m feminino.

Globo Esporte

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