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Bolsa sobe 2,49% com recuperação de commodities e bancos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa brasileira registrou forte alta nesta terça-feira (11) e voltou aos 115 mil pontos (115.370), valorização de 2,49%. O volume de negócios ficou acima da média para o ano, em R$ 26,076 bilhões. Na quarta (12), há vencimento de opções sobre o índice e do contrato futuro, o que tende a pressionar o índice na véspera.

A alta desta sessão também foi impulsionada pela recuperação dos preços do petróleo e do minério de ferro, que puxaram as ações de Petrobras e Vale.

O barril de petróleo Brent teve alta de 1,7%, a US$ 54,17, e levou as ações preferenciais (mais negociadas) da Petrobras a subirem 1,20%, a R$ 29,48. As ordinárias subiram 1,36%, a R$ 32,01.

Já o minério de ferro disparou 3,8%, após acumular queda de mais de 12% na semana passada. Com a recuperação da matéria-prima, as ações da Vale subiram 3,7%, a R$ 52,05.

Do lado dos bancos, os resultados do Itaú agradaram o mercado e as ações do banco subiram 2,30%. Em 2019, a instituição teve lucro líquido de R$ 28,4 bilhões.

Investidores também estão otimistas com o Banco do Brasil, que divulga seus resultados nesta semana. As ações da estatal tiveram forte alta de 4,50%, a R$ 51,32. Ainda contribui para a valorização do banco o IPO (abertura de capital) do BV, ex-banco Votorantim, do qual o BB detém metade das ações.

Nesta terça, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, na qual reduziu a Selic para 4,25% ao ano, nova mínima histórica. Para o mercado, o documento abriu margens para novos cortes de juros, à depender do desempenho da economia brasileira.

“Achamos a ata um pouco mais ‘dovish’ (inclinada a afrouxamento monetário) que o comunicado pós-reunião”, disse o Goldman Sachs em nota.

“Não podemos descartar a possibilidade de cortes adicionais em caso de atividade econômica mais fraca do que o esperado e de revisão descendente das expectativas de inflação do mercado”, afirmou o banco MUFG Brasil em relatório.

No exterior o viés foi positivo, com percepções de que o surto de coronavírus que começou na China e já matou mais de mil pessoas possa se estabilizar em breve, bem como de que o impacto na economia global pode não ser tão significativo.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Zhong Nanshan, epidemiologista de 83 anos que ficou famoso por combater uma epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em 2003, disse que o surto de coronavírus está chegando ao auge na China neste mês e pode ser debelado até abril.

“O mercado de ações no Brasil passou por forte correção nos últimos pregões e hoje os compradores retomaram as posições repercutindo a desaceleração de novos casos de coronavírus”, destacou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos.

Além disso, destacou, o líder da China, Xi Jinping, afirmou que os fundamentos da economia chinesa são fortes e que o impacto do surto será curto sobre a atividade econômica do país, o que ajudou a tranquilizar os investidores da Ásia, que aguardam por novos estímulos do Banco Central chinês.

Em Nova York, o índice S&P 500 subiu 0,17% e bateu novo recorde. Nasdaq teve alta de 0,1% e também renovou a máxima histórica. Dow Jones fechou estável.

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