Fox PB
Início » Análise: remendado, Santos se reinventa para anular forças do Atlético-MG
Esportes

Análise: remendado, Santos se reinventa para anular forças do Atlético-MG

É impossível fazer qualquer análise da vitória do Santos sobre o Atlético-MG nesta quarta-feira sem falar dos desfalques. Os titulares Lucas Veríssimo, Luan Peres, Alison, Kaio Jorge, Raniel e Pará não estiveram à disposição do técnico Cuca. O Peixe esteve remendado na Vila Belmiro.

Mesmo assim, o time comandado pelo técnico Cuca conseguiu vencer o forte Atlético-MG por 3 a 1 e chegar a 14 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, em sexto lugar. Mais do que isso: o Peixe, apesar de algumas dificuldades iniciais, conseguiu anular as forças do Galo.

Vale lembrar, claro, que o Santos jogou com um a mais desde os 15 minutos do primeiro tempo – o goleiro Rafael foi expulso após falta dura em Marinho num contra-ataque.

Problema lá atrás

O técnico Cuca mandou a campo uma escalação completamente remendada: João Paulo, Madson, Jobson, Alex e Felipe Jonatan; Diego Pituca, Sánchez e Arthur Gomes; Lucas Braga, Marinho e Soteldo.

Apesar dos diversos desfalques, o Santos começou a partida contra o Atlético-MG com apenas um problema recorrente. O volante Jobson, improvisado na zaga, cansou de perder bolas perigosas com passes errados.

Acostumado com seus passes em profundidade e entrelinhas para quebrar a marcação adversária, Jobson tentou repetir suas qualidades na zaga. Diante da pressão dos atacantes do Atlético-MG, porém, o volante improvisado na defesa abusou de erros cruciais.

Coube a João Paulo, em mais uma noite mais do que inspirada, fazer defesas quase impossíveis para evitar que o Atlético-MG abrisse o placar. Ele só não foi capaz de evitar o gol de empate depois de mais um erro de Jobson. Não pode se repetir.

Cheio de desfalques, o Santos foi a campo contra o Atlético-MG com jogadores mais rápidos no setor ofensivo. O volante Alison deu lugar ao meia-atacante Arthur Gomes; o centroavante Kaio Jorge foi substituído por Lucas Braga.

Assim, o Santos aproveitava o espaço deixado pelo Atlético-MG – que joga e deixa jogar – para criar oportunidades. De cara, Soteldo deixou Marinho em boas condições dentro da área do Galo, mas a zaga afastou o perigo.

Arthur Gomes abriu o placar na Vila Belmiro — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Arthur Gomes abriu o placar na Vila Belmiro — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Era só uma amostra do que o Santos preparava para o restante do jogo. Ciente das dificuldades e até da superioridade adversária, o Peixe fez o básico: marcou bem e usou da velocidade de seus atacantes para criar oportunidades, com Soteldo pela esquerda, Lucas Braga pela direita e Marinho centralizado.

Foi justamente em jogadas de velocidade ou de pressão na saída de bola do Atlético-MG que o Santos criou as principais chances ofensivas, abriu o placar, voltou a ficar à frente depois do empate do Atlético-MG e ampliou a vantagem no segundo tempo.

Falando nele…

Acostumado a jogar pelo lado direito, Marinho foi escalado pelo técnico Cuca quase como um centroavante diante do Atlético-MG. Sem Kaio Jorge e Raniel, titular e reserva da posição, o treinador optou por deixar Lucas Braga aberto para centralizar o camisa 11.

E deu certo. Com campo para correr e espaço para criar oportunidades, principalmente depois de o goleiro Rafael ser expulso, Marinho foi participativo durante os 90 minutos, não apenas pelo lado direito.

Marinho comemora gol contra o Atlético-MG — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Marinho comemora gol contra o Atlético-MG — Foto: Ivan Storti/Santos FC

Como não é centroavante de ofício, Marinho não ficava enfiado entre os zagueiros do Atlético-MG. O camisa 11 do Santos flutuou pelos dois lados do campo, buscou a bola com os meias e abriu muito espaço para os companheiros – principalmente para as subidas de Madson e Lucas Braga pela direita.

O “centroavante” desta quarta-feira marcou dois gols para confirmar a vitória do Santos e mostrar que pode ser mais do que um ponta.

Enquanto isso, pela direita, Lucas Braga tinha a função de ir e voltar do ataque à defesa para ajudar Madson na marcação dos adversários. Assim, o Santos tinha superioridade na zaga quando perdia a bola.

O meio de campo

O que também deu certo, apesar da atuação abaixo da média de Sánchez, foi a formação do meio de campo do Santos. Apesar de não ter um marcador como Alison, expulso contra o Ceará, o Peixe conseguiu anular o setor de criação do Atlético-MG com posse de bola e movimentação.

Diego Pituca, Sánchez e Arthur Gomes conseguiram, sem precisar de faltas ou marcação individual, ser superiores aos adversários de posição. A movimentação do trio de meias, e não volantes, do Santos fez o Atlético-MG ter dificuldades para marcar e anular contra-ataques.

Diego Pituca, aliás, foi o melhor entre os meio-campistas. Mais recuado e próximo à zaga, o meia fez, talvez, seu melhor jogo em 2020. Deu tranquilidade na saída de jogo e conseguiu fazer bem a função de ligar a defesa ao ataque.

Globo Esporte

Notícias relacionadas

Balanço de 2019: Flamengo domina, Cruzeiro decepciona, e Palmeiras passa em branco

foxpb

Seleção brasileira marca de falta após 5 anos e volta a vencer

foxpb

Vasco perde para o São Paulo e vê Libertadores mais distante

foxpb

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.