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A alta comissária da ONU exigiu que o regime de Nicolás Maduro freie as ações das forças armadas e das milícias.

A alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, declarou neste domingo (24) que condena a violência nas fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil. Em nota, a dirigente exigiu que o regime de Nicolás Maduro freie as ações das forças armadas e das milícias.

“O govERNO VENEZUELANO DEVE OBRIGAR AS FORÇAS DE SEGURANÇA A DEIXAR DE EMPREGAR O USO EXCESSIVO DA FORÇA CONTRA MANIFESTANTES DESARMADOS E CIDADÃOS COMUNS”, AFIRMOU.

Bachelet informou que a ONU está ciente de ao menos quatro mortes e mais de 300 pessoas feridas entre sexta-feira e sábado – datas de confrontos nas fronteiras venezuelanas onde a carga de ajuda humanitária está retida. “Há quem teve feridas das quais nunca se recuperará, incluindo a perda de um olho”, acrescentou a alta comissária.

Ela ainda pediu a prisão “daqueles que utilizaram a força de maneira ilegal contra manifestantes”. “É muito alarmante ver as forças paramilitares ou parapoliciais operarem de maneira tão clara na Venezuela”, disse.

“O governo [Maduro] pode e deve frear esses grupos de seguir exacerbando uma situação já altamente inflamável”, completou.

Bachelet foi presidente do Chile entre 2006 e 2010 e entre 2014 e 2018. O governo chileno, hoje comandado por Sebástian Piñera, reconhece Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

O Chile, inclusive, integra o Grupo de Lima – organização de 13 países que vai se reunir nesta segunda-feira para discutir a crise na Venezuela. O governo do Brasil, representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, vai defender que a comunidade internacional aumente a pressão contra o regime Maduro.

Secretário-geral pede calma

Também neste domingo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “calma” a “todos os atores” envolvidos na tensão na Venezuela. Para ele, todos devem “fazer o possível para evitar uma maior escalada” da violência no país.

“O secretário-geral pede que se evite a violência a todo custo e que não se utilize força letal em nenhuma circunstância”, escreveu Guterres.

Qual a posição da ONU sobre a Venezuela?

Até o momento, a ONU mantém o reconhecimento a Nicolás Maduro como presidente da Venezuela. A entidade ainda conversa com o chanceler chavista Jorge Arreaza como representante do governo venezuelano.

Entretanto, a ONU pediu que Maduro permitisse a entrada da ajuda humanitária enviada por coalizão liderada pelos Estados Unidos – o que o regime chavista rejeitou.

FoxPB com G1

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